Nosso Natal com a família Ishikawa em Guarulhos

Primeiro post de 2013. Começo desejando a todos um ótimo ano, que seja um ano de grandes realizações, muita saúde, paz e alegria.

Eu e o Papai Noel

No final do ano que passou tiramos umas curtas férias e fizemos uma ótima viagem para Guarulhos.

Iríamos de carro, devido aos altíssimos preços de passagens mesmo meses antes, porém de última hora surgiram passagens bem baratas pela Avianca e lá fomos nós. Foi a quinta viagem de avião do Arthur.

Para variar, ele não sossegou dentro do avião na ida. Por sorte conseguimos a fileira 1, que tem mais espaço e com isso ele teve um pouco mais de mobilidade. Mas queria a todo tempo mexer nas revistas, nas lâmpadas, botão do som, mesinhas… até que por fim dormiu.

Também devido ao preço de passagens, aumentamos em dois dias a nossa estadia em São Paulo. Ficamos sete dias, o que de início parecia muito mas no fim passou voando.

Em São Paulo, além dos meus pais, estavam também a minha irmã e meu cunhado e os pais do meu cunhado, que foram de Concórdia para passar o Natal conosco em Guarulhos.

A Cleu estava prevendo que devido a mudança de ambiente e o calor o Arthur fosse comer pouco. Que nada, ele comia sem parar, muito mais do que antes. Ficou até gordinho, o que para mim deu a impressão de que ele ficou mais baixinho, já que agora ele está sempre de pé andando para lá e para cá.

Uma preocupação nossa era com as escadas na casa dos meus pais. O Arthur, obviamente, queria o tempo inteiro subir e descer as escadas e não havia nada seguro para mantê-lo no mesmo piso. Isso acho que deixou ele um pouco estressado, pois não podia ficar se locomovendo livremente pela casa.

Mas em outros pontos sua rotina se manteve. Os mesmos horários de alimentação, as mesmas comidas, os mesmos livrinhos para ler, e os mesmos programas de TV, que ele assiste no Netflix americano, tais como The Backyardigans, Mickey Mouse ClubHouse, Pocoyo, Color Crew e Curious George. Ele também fazia o maior sucesso desbloqueando o iPad e iPhone.

Foi também para mim um momento de contato intenso com meu filho, já que no dia a dia eu o vejo apenas a noite. Dentro da nossa prática de tentar criar o nosso filho de forma bilíngue, foi também uma experiência interessante uma vez que tive que ficar falando em inglês o tempo todo na frente de gente que nunca me viu fazendo isso. Para mim isso era uma tremenda barreira, mas agora vejo que muito se passou e pouco falta para eu superar. Os pais do meu cunhado Ronaldo inclusive disseram que o genro faz o mesmo com a neta deles, mas falando em alemão.

Durante esse meu período de festas e descanso também comecei a ler um livro muito legal chamado Three is a Crowd, da autora Madalena Cruz-Ferreira. Futuramente farei um review sobre esse livro, mas posso adiantar que apesar de ser um livro de leitura bem técnica, é um livro muito bom de conteúdo e de ler. O livro fala sobre a aquisição da língua portuguesa por parte dos três filhos da autora, que cresceram em um ambiente trilíngue com português, sueco e inglês. A autora é um nome muito forte na área de linguagem no mundo e há poucos meses atrás tive a honra de poder conversar com ela por e-mail, onde contei para ela a nossa trajetória com o Arthur, criando um ambiente bilíngue com inglês não-nativo e linguagem de sinais, o que para ela foi visto com muita naturalidade e de forma positiva, e não como um problema como muita gente diz ser.

Voltando a falar sobre o Natal, notamos que nesse período o Arthur estava diferente. Estava comendo bastante, como já comentei, mas estava bem desapegado aos nossos parentes e amigos, querendo passar a maior parte do tempo conosco. Não sei muito bem se foi um contato com muita gente diferente de uma vez que ocasionou isso. O fato foi que ele ficou uns quatro dias dessa forma até voltar a ficar sociável.

No dia do Natal, antecipamos a chegada do Papai Noel para que ele não dormisse. Com 16 meses, ele conhece o Papai Noel como Santa Claus, mas não sabe bem do que esse velhinho é capaz, logo não fica feliz e nem cria expectativas de ver o barbudo. Mas ele apareceu, trazendo um presente. Era um Papai Noel japonês, em torno de 60 anos de idade. O Arthur não foi muito com a cara do Papai Noel, mas como todo mundo fez menção de que estava vibrando pelo fato do Papai Noel estar pegando ele no colo, ele aparentemente entendeu aquilo como algo positivou e ficou feliz. Então os presentes deram um fôlego de mais umas duas horas em seu sono.

Chegamos em Guarulhos no dia 22 e o Arthur parece que passou a ficar mais animado e sociável no dia 26, quando fomos para um lugar que tinha muita gente desconhecida querendo pegá-lo, mas em meio a elas uma pessoa que ele conhece bem que é o seu padrinho. Visitamos a casa do meu tio em Mogi das Cruzes e meu primo, padrinho do Arthur estava por lá.

Arthur e os duendes no Parque Maia

Além de passear bastante em lugares como casa de parentes e o Canindé, o Arthur teve a oportunidade de aprender e fazer outras coisas na casa em Guarulhos. Ali ensinei para ele o que é um avião. Mostrava para ele os aviões passando no céu próximo ao aeroporto de Guarulhos. Ele dava tchau. Também ensinei para ele o que são as estrelas e a lua no céu. Com ensinar, quero dizer que eu conversava com ele e mostrava, de modo que ficou perceptível que ele entendia o significado das palavras, tal como eu fiz na penúltima vez que fomos à Maravilha quando ensinei para ele o que é um passarinho e “lá fora”.

De volta à Florianópolis, ele voltou ao seu normal bem sociável, e curtiu muita praia com outros parentes, mas isso é assunto para o post do ano novo.

 

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Post Author: mario